Medicina Nuclear e Pediatria?

Medicina Nuclear e Pediatria?
Quando o assunto é radioatividade, imediatamente imaginamos um potencial nocivo mais acentuado para crianças, grávidas ou idosos em primeiro lugar. Compreendemos ainda que o uso da radiação, mesmo para a finalidade diagnóstica ou de promoção à saúde, deve ser usado com maior cuidado nesses grupos de pessoas. Isso realmente tem um fundo de verdade.

O que a maioria não sabe, no entanto, é que paradoxalmente, a Medicina Nuclear tem um campo de ação bastante amplo e bem consolidado na Pediatria. Sendo este método usualmente utilizado para diagnóstico e principalmente para acompanhamento de muitas patologias comuns na infância.

Ao contrário do que se imagina é muito comum uma sala de espera repleta de crianças nos serviços de Medicina Nuclear. Isso se deve principalmente, devido à larga utilização dos métodos nucleares para diagnóstico e acompanhamento de crianças com problemas nefrourológicos. Assim, problemas como infecção urinaria de repetição, tão comuns na primeira infância, normalmente são diagnosticados e avaliados periodicamente, segundo sua intensidade, graus de acometimento e sequelas, norteando necessidade de cirurgia, programação do melhor momento cirúrgico ou simplesmente sugerindo acompanhamento evolutivo, visto que algumas dessas patologias podem simplesmente desaparecer com a idade sem necessidade da cirurgia.

Exames como cistografia radioisotópica, cintilografia renal dinâmica e avaliação dos túbulos renais (DMSA), auxiliam na tomada dessas decisões de forma segura e bastante consolidada pelo tempo.

Estes são apenas alguns exemplos do uso da Medicina Nuclear em pediatria, que se estende muito mais além, com exames para outros sítios do tubo digestivo, como as pesquisas de refluxo gastro-esofágico e esvaziamento gástrico, bastante comuns para avaliação de, acreditem se quiser, patologias pulmonares frequentes como bronquite e asma.

As patologias do esqueleto também podem ser investigadas em pediatria, a relatar: distúrbios de crescimento, dor de crescimento, dores articulares, necroses avasculares que são patologias comuns dessa faixa etária. A cintilografia óssea também pode ser utilizada para estadiamento e acompanhamento de tumores ósseos ou não, dando critérios ao oncologista para decidir sobre a eficácia do tratamento instituído.

Importante lembrar ainda que os tratamentos de patologias da tireoide como Câncer e também Hipertireoidismo, são igualmente indicados para crianças e adolescentes, nesses casos utilizando-se de doses radioativas maiores, porém plenamente justificadas pela necessidade, inerente à patologia e pela gravidade das doenças.

Dessa forma, a conclusão que se atinge é que a Medicina Nuclear, a despeito de utilizar da radiação para a realização dos seus exames e tratamentos, é sim um método aconselhado e aprovado para utilização em crianças, fazendo parte de protocolos nacionais e internacionais. Isso se deve em parte, pelo fato de que a grande maioria dos seus procedimentos são realizados a partir da utilização do traçador 99mTecnécio que é um traçador de atividade radioativa baixa e meia-vida curta, ou seja desaparece rapidamente do organismo após sua administração. Esse fato garante as baixas doses de exposição radioativa e explica sua indicação comum e frequente por parte da Pediatria.

Em tempo, vale a pena lembrar e parabenizar a Medicina Nuclear pelo seu dia Mundial, comemorado recentemente no dia 08 de novembro.

Esperamos que em breve Conselheiro Lafaiete possa localmente comemorar esse dia, visto que em pouco tempo contaremos com um serviço de Medicina Nuclear na nossa cidade, com início atividades prevista para o começo de 2015, liderado por especialistas com 19 anos de experiência nessa área.

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FONTE: Alexandre


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